Sobre a
Exploradora Urbana

A arquitetura me trouxe até aqui. O centro me ensinou a ficar.

Deixei para trás uma vida pré-roteirizada no interior para descobrir, nas ruas de São Paulo, que a vida (assim como a cidade) pode ser grandiosa, caótica e livre.

Onde meus olhos aprenderam a voar

Olá, eu sou a Lila. Sou arquiteta, fotógrafa e, acima de tudo, uma moradora apaixonada pelo centro de São Paulo.

Minha relação com esta cidade começou como uma fuga e se tornou um encontro. Vim de uma cidade grande do interior do Paraná, mas de mentalidade provinciana. Cresci em um ambiente tradicional, onde o futuro parecia ter apenas um caminho possível e a primeira vez que viajei sozinha, sem as amarras da família, o destino foi São Paulo.

O que eu encontrei aqui mudou tudo. O centro de SP é único no mundo: o dinheiro do café e o desejo da elite de espelhar a Europa criaram um laboratório a céu aberto. Caminhando por estas ruas, vi a ousadia, a liberdade criativa e a grandiosidade de arquitetos que não tiveram medo de sonhar alto. E foi assim que esses prédios viraram a prova física de que existem outras realidades possíveis. E foi assim, de uma hora pra outra, que a arquitetura expandiu meu universo.

A cidade como refúgio

Mudei-me definitivamente para o centro no dia exato da minha primeira dose da vacina contra a Covid. E o centro me acolheu.
Conheço estas ruas na alegria e na dor. Já caminhei por aqui vivendo lutos profundos, ouvindo a sinfonia solene do sino Dolorosa do Mosteiro de São Bento ecoar pelos viadutos. Mas também já terminei caminhadas embasbacada, respirando fundo e encontrando paz dentro de uma das cinco igrejas seculares da região.

Por que “Exploradora Urbana”?

Criei a Exploradora Urbana porque acredito que o turismo tradicional arranha a superfície. Eu quero te levar para o fundo.
Meus passeios misturam o olhar técnico da arquiteta com a vivência de quem chama o Centro de “quintal”. Quero te mostrar as camadas de história, as fofocas de séculos passados e os detalhes invisíveis na paisagem.

Quero que você sinta o que eu sinto: que esta cidade, com todo o seu caos, é um lugar que nos ensina a ser quem somos.

Vamos caminhar?